O Ministério da Fazenda prevê para este ano uma queda no ritmo de crescimento do consumo, de cerca de 20% (taxa verificada em 1986) para algo entre 5% e 6%, a depender da velocidade de aceleração da inflação. O salário real terá uma perda anual de 9% a 10%, mesmo com a manutenção do gatilho salarial (reajuste automático de salário sempre que a inflação acumular 20%). Segundo o Ministério, a volta da inflação e a indexação da economia levará, também, a um aumento do déficit público, configurando um cenário idêntico ao da economia pré-Plano Cruzado, agravado pelo risco de recessão. As novas estimativas do governo indicam que não será possível estabilizar a inflação, a partir do mês de abril, numa taxa mensal inferior a 8%. Para impedir a recessão, o Ministério da Fazenda conta apenas com o aumento do investimento público, através do FND (Fundo Nacional de Desenvolvimento), com previsão orçamentária de Cz$120 bilhões, e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), com Cz$90 milhões (FSP).