A criação de uma central única do patronato foi defendida ontem, em São Paulo, pelo presidente da Rhodia, Edson Vaz Musa, como forma de unificar o pensamento da classe empresarial do país. Ele entende que hoje a representação empresarial é deficiente e que há até hesitação da FIESP na defesa dos interesses dos empresários. Segundo Musa, essa pulverização de pensamento com as diversas entidades do comércio, da área financeira e da indústria acaba por enfraquecer a representatividade da classe. Ele acha que os trabalhadores estão mais organizados que os patrões e que, mesmo na FIESP, a mais forte federação da indústria, não há entendimento. O resultado operacional da Rhodia S/A, maior empresa química da América do Sul, cresceu 79,6% em 92 frente a 91, passando de US$27 milhões para US$48,5 milhões. As exportações da empresa totalizaram US$120 milhões. Os resultados da Rhodia brasileira ajudaram o grupo francês Rhône- Poulenc, controlador da Rhodia, conseguir fechar seu balanço de 92 com lucro bruto de US$1,23 bilhão, aumento de 8,1% em comparação com 91. O faturamento do grupo caiu 2,5% no período, para fechar em US$16 bilhões, mas o volume de vendas cresceu 2%. O grupo pretende investir US$80 milhões no Brasil este ano (O ESP) (FSP).