O Banco Central baixou ontem a circular no. 2.279, que autoriza as operações de empréstimos interbancários com liquidação no mesmo dia e sem lastro em títulos públicos. A medida, segundo o presidente do BC, Gustavo Loyola, vai permitir que o governo avalie com maior clareza o nível dos juros na economia. Para Loyola, as taxas cobradas entre os bancos incluem os juros estipulados aos títulos públicos usados como lastro. Esse juro não é formado apenas pelo nível de liquidez do mercado-- falta ou excesso de dinheiro-- mas embute a desconfiança dos bancos em relação ao governo. A medida evitará que bancos sem reservas em dinheiro e títulos públicos sejam obrigados a recorrer aos empréstimos do BC, com juros punitivos. Até então, os bancos só conseguiam equilibrar suas reservas negociando os papéis do governo. Foi baixada também a circular no. 2.280, que altera as regras do recolhimento compulsório dos depósitos à vista-- dinheiro nas contas correntes-- ao BC. Esse recolhimento, que atingia 46,6% dos depósitos, em média, passa para 48,39% médios (FSP).