Suíça, Áustria e Alemanha são os principais centros europeus que fazem tráfico de mulheres para prostituição. Quarenta por cento das 800 bailarinas estrangeiras, ou seja, 320, que trabalham em cabarés suíços, por exemplo, são brasileiras. A denúncia foi feita ontem, em São Paulo, pela orientadora do Centro de Informações para Mulheres da Ásia, África e América Latina (FIZ), de Zurique (Alemanha), Maria Jaqueline Leite, e pela presidente da Federação Abolicionista Internacional (FAI), Anima Basak, durante a Conferência Latino-Americana e Caribenha sobre Violência, Poder e Escravidão Sexual. O levantamento de Jaqueline mostra que o número de brasileiras que estão trabalhando na Suíça está aumentando ano a ano. Atualmente, é possível encontrar muitas menores que adulteram os passaportes para poder viajar. Jaqueline já encontrou duas meninas de 12 anos que, para fugirem do assédio sexual dos companheiros de suas mães, trabalham em casas eróticas, onde bebem e se drogam. Jaqueline contou que algumas das bailarinas se casam com suíços e obtêm a permissão B, autorização de trabalho dada pelo governo para 800 mulheres no máximo (O Globo).