Depois da explosão de dezembro, quando registrou um crescimento de 63%, a base monetária (dinheiro em circulação mais as reservas bancárias depositadas no Banco Central) registrou uma queda de 8,3% em janeiro. Isso significa que houve uma redução da quantidade de moeda em circulação no país, já que uma parte do dinheiro retornou ao BC. Do saldo de Cr$69,2 trilhões em dezembro, a base monetária sofreu uma redução de Cr$5,77 trilhões, fechando o mês de janeiro com saldo de Cr$63,4 trilhões. Em janeiro, a dívida mobiliária federal cresceu 5% acima da inflação. O saldo final do mês passado era de Cr$585,4 trilhões, valor 113,5% maior que o registrado em janeiro de 1992, já descontada a inflação. Os dados, divulgados ontem pelo Banco Central, indicam também que, em dezembro, as reservas internacionais do país caíram US$900 milhões pelo conceito de caixa, que considera os recursos de que o país efetivamente dispõe. Pelo conceito de liquidez internacional, que inclui os créditos a receber, a queda foi de US$700 milhões. Segundo o BC, as intervenções no mercado de dólar, os pagamentos da dívida externa e a redução das operações no mercado de câmbio foram os fatores responsáveis pela queda das reservas. Elas fecharam o ano totalizando US$19 bilhões pelo conceito de caixa, e US$23,8 bilhões (liquidez). Em janeiro, porém, foram constatados indícios de que as reservas poderão voltar a subir. Só o ingresso de recursos externos no mercado de capitais atingiu US$406 milhões, o volume mais alto desde agosto de 1992 (O Globo) (GM).