CUT E FLEURY APÓIAM NOVO IMPOSTO

A direção da CUT decidiu ontem, em São Paulo, apoiar a criação do IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira), o imposto sobre os cheques, desde que não seja cobrado sobre os salários e sua receita seja aplicada integralmente em programas sociais. A fórmula encontrada pela CUT foi uma solução para garantir o consenso entre os dirigentes da entidade, uma vez que existem na Central vários setores contrários ao IPMF. A CUT lançou um manifesto no qual a Central reconhece que "o Estado necessita de recursos de emergência" e que o projeto em discussão no Senado "pretende atingir a sonegação e desmascarar a existência no mercado financeiro de enormes recursos do chamado caixa dois". Também o governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury (PMDB), mudou sua posição sobre o novo imposto e apóia a criação do IPMF. Segundo ele, apesar das recentes manifestações de protesto do empresariado paulista contra o IPMF, o canal de negociação não está fechado. Ele criticou os protestos, afirmando que não é mais oportuna a oposição ao imposto porque o projeto já foi aprovado pela Câmara (O Globo).