A Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina (ABIFINA), em conjunto com a Associação Brasileira de Química (ABQ) e a Associação Brasileira dos Engenheiros Químicos (ABEQ), encaminhou ao Ministério da Ciência e Tecnologia um plano estratégico de US$300 milhões, a serem investidos nos próximos cinco anos, destinado à capacitação tencológica das empresas nacionais do setor. A meta mais imediata do projeto é a preparação tecnológica das indústrias brasileiras para a competição com as estrangeiras no mercado nacional, após cinco anos que, de acordo com proposta do governo, podem ser estabelecidos pelo novo código de propriedade industrial com período de carência para entrar em vigor a proteção dos produtos e processos por patentes. Em seis meses concluiremos um levantamento junto ao mercado, identificando
72422 as carências tecnológicas das 150 indústrias nacionais do setor, as
72422 opções de financiamento e as ofertas de know-how por parte de 20 centros
72422 universitários, 13 institutos de pesquisa autônomos e 20 laboratórios
72422 farmacêuticos oficiais, prevê Nélson Brasil de Oliveira, presidente da ABIFINA. Segundo ele, uma consulta inicial já feita a 15% das empresas e a 40% dos centros de pesquisa revelou a disposição dos empresários em investir em tecnologia uma média de US$2 milhões por empresa, nos próximos cinco anos. "Queremos triplicar o atual investimento do setor em capacitação tecnológica, que não passa dos US$20 milhões por ano, representando apenas 0,5% de seu faturamento", revela Oliveira. "As empresas que não aproveitarem os cinco anos de carência para o reconhecimento de patentes no setor certamente estarão fora do mercado", adverte o empresário (GM).