As empresas brasileiras estão pouco preocupadas com princípios éticos, ou não têm noção muito clara do que seja ética em suas atividades. Pesquisa da Fundação Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Social (FIDES) com apoio da Arthur Andersen, mostra que, para a maioria dos empresários, ética é apenas sinônimo de respeito à lei. A preocupação com práticas de atos desonestos, como corrupção, uso de informações privilegiadas e carterização, é muito baixa. O levantamento é o primeiro do gênero no país e foi feito em outubro de 92. Foram consultadas 75 empresas com mais de 500 funcionários de todos os setores e regiões do país. Segundo Peter nadas, superintendente da FIDES, o desinteresse pelo assunto foi comprovado de imediato, pelo percentual de empresas que responderam aos questionários preparados pela entidade-- 7,52% de um total de 998 empresas. Apesar de ser um percentual normal em levantamentos desse tipo, Nadas pondera que, dado o clima de grande indignação quanto à ética na política existente na época, poderia ter havido um número maior de respostas. "Não há interesse pelo tema ou não se sabe o que seja ética no meio empresarial brasileiro", diz o superintendente da FIDES (O ESP).