Segundo dados do DIEESE, 430 mil crianças e adolescentes trabalham na Grande São Paulo. Outros 260 mil menores da região estão desempregados-- um contingente que entrou no mercado de trabalho, mas não encontrou qualquer ocupação até dezembro passado, e resultou num verdadeiro exército de menores desempregados. De acordo com o DIEESE, o desemprego das crianças entre 10 e 14 anos cresceu 31% em 1992 e 54,9% entre os adolescentes de 15 a 17 anos. Um reflexo da alta de 27% no desemprego entre os arrimos de família no mesmo período, forçando a entrada de novas levas de crianças no mercado, a maior parte sem qualquer qualificação profissional. Segundo o IBGE, o perfil da criança trabalhadora é o seguinte: DADOS GERAIS (1989): -- Menores que trabalham: 7,5 milhões. -- Menores sem carteira de trabalho: entre 10 e 14 anos (89,4% do total dessa faixa etária); entre 15 e 17 anos (65,4%). -- Menores que trabalham mais de 40 horas semanais: 46,5% dos ocupados. REMUNERA>A~O DOS MENORES (dados aproximados/1989): -- Até 1/4 do salário-mínimo: 1,5 milhão. -- De 1/4 a 1/2 salário-mínimo: 1,7 milhão. -- De 1/2 a um salário-mínimo: 2 milhões. -- De um a dois salários-mínimos: 1,3 milhão. -- Mais de dois salários-mínimos: 750 mil. DISTRIBUI>A~O DA FOR>A DE TRABALHO DE MENORES NA ECONOMIA (1989): -- Setor agrícola: 10,4%. -- Indústria de transformação: 18,5%. -- Indústria da construção civil: 6,8%. -- Comércio: 18,4%. -- Prestação de serviços diversos: 31,8%. -- Outras ocupações: 14,1% (JB).