ESTATAIS SUSTENTAM NOVOS MARAJÁS

Salários altos e uma série de benefícios adicionais fazem dos 300 mil empregados de algumas das maiores emprestas estatais do país verdadeiros privilegiados. Depois de alguns anos em que os salários foram comprimidos, as empresas públicas voltaram a sustentar marajás. Quem ganha mais é Antônio Barros de Castro, o presidente do BNDES: o equivalente a US$10 mil mensais, ou Cr$180 milhões. Na PETROBRÁS, a maior empresa pública do país, um engenheiro ganha em média Cr$55 milhões, e um contínuo pode ter salário de Cr$10 milhões-- contra cerca de Cr$2,5 milhões no setor privado, se tiver três anos de experiência. A ELETROBRÁS paga salários mais modestos, mas tem contínuos recebendo por mês Cr$8 milhões. Apurar as cifras exatas não é fácil, pois quem trabalha numa estatal geralmente evita mostrar seu contracheque. Por isso é preciso fazer cálculos tomando por base planos de cargos e salários para deduzir, por exemplo, que o presidente da PETROBRÁS, Joel Mendes Renó, ganha Cr$122 milhões por mês. Mais importante ainda são os benefícios concedidos: a PETROBRÁS, por exemplo, já adiantou em janeiro o pagamento de metade do 13o. salário de 1993 a seus empregados. Enquanto isso, a dívida das empresas estatais já alcança US$8,7 bilhões só em impostos e contribuições sociais (O Globo).