A Argentina marcou um recorde histórico em suas exportações para o Brasil, nos últimos três meses de 1992, embora a balança comercial tenha registrado um déficit de cerca de US$1,4 bilhão, anunciou ontem a chancelaria argentina. "O intercâmbio entre os dois países é uma prova de que está funcionando o MERCOSUL", disse o secretário de relações econômicas internacionais e embaixador designado junto ao Brasil, Alieto Guadagni. Segundo ele, "o Brasil é hoje o principal comprador de produtos argentinos". Guadagni disse que "o Brasil superou os EUA. Exportamos (durante o ano passado) algo em torno de US$1,7 bilhão para o Brasil, ante US$1,3 bilhão para os EUA. O embaixador assinalou que as importações brasileiras se situaram em torno de US$190 milhões mensais no último trimestre de 92. Ele destacou que em outubro, a Argentina exportou para o Brasil US$186 milhões; em novembro, US$201,4 milhões; e em dezembro, US$205,1 milhões, estabelecendo um recorde no comércio. Em setembro de 1991, as exportações para o Brasil foram de US$136 milhões, em outubro de US$150 milhões e em novembro, de US$170 milhões. As importações brasileiras "começaram a ceder", disse o embaixador. Ele previu que se fechará a brecha comercial em 1994 com a exportação de 400 mil toneladas de farinha de trigo, petróleo e produtos da indústria automotriz. O Brasil exporta para a Argentina material de transporte, aparelhos mecânicos e eletrônicos e produtos químicos, entre outros (GM).