A Polícia Federal indiciou ontem o empresário Paulo César Farias, o PC, em mais sete inquéritos enviados à Justiça Federal. Treze outras pessoas também forma indiciadas, entre as quais o empresário José Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim, José Maurício Bicalho Dias, da Andrade Gutierrez, e dirigentes das empresas Líder Táxi Aéreo, Cetenco, Rodonal e Tratex. Na próxima semana, o juiz Pedro Paulo Castelo Branco Coelho, da 10a. Vara da Justiça Federal, em Brasília (DF), receberá os relatórios de outros cinco inquéritos. Ao todo, PC é acusado de falsidade ideológica, emissão de notas fiscais frias, corrupção ativa e passiva e exploração de prestício. Ele pode pegar, até agora, penas que chegam a 61 anos de prisão. José Ermírio de Moraes foi indiciado por corrupção ativa, acusado de pagar US$300 mil à EPC (Empresa de Participação e Construção) em troca de supostos serviços de consultoria. A PF também concluiu ontem o inquérito que apurou a participação do esquema PC no Ministério da Saúde, através da CEME (Central de Medicamentos). O ex-presidente da CEME, Antônio Carlos Alves dos Santos, foi indiciado sob a acusação de prevaricação. As investigações do caso CEME serão encaminhadas agora à Procuradoria Geral da República. A PF calcula que o esquema liderado por PC tenha movimentado apenas na CEME cerca de US$1 milhão. No total, a PF indiciou oito pessoas no caso CEME: PC, seu irmão Luiz Romero (ex-secretário executivo do Ministério da Saúde), Antônio Carlos Alves dos Santos, Luiz Calheiros, José Maria da Fonseca, Luiz Gonçalves, Lourenço Romel (ex-assessor de Santos) e Jorge Bandeira (sócio de PC) (O ESP) (FSP).