Apesar do anúncio recente do plano habitacional do governo, não há nenhum recurso efetivamente aprovado para os três programas definidos pelos ministérios do Planejamento e Bem-Estar Social, com a meta de beneficiar, em 1993, um total de 760 mil famílias. Deste total, 600 mil teriam subsídio total do governo. Os programas envolvem cerca de US$3,5 bilhões. Todas as metas habitacionais estão na dependência de aprovação pelo Congresso Nacional, pela área técnica do governo ou por conselhos gestores de fundos. Para as famílias que ganham menos de três salários- mínimos, e que seriam subsidiadas, os recursos dependem da aprovação do orçamento da União e do IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira). O vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria de Construção), Carlos Firme, disse ontem que em vez de anunciar novos programas habitacionais, o governo deveria concluir 294 mil obras contratadas com recursos do FGTS. A CBIC discorda da exclusão das empreiteiras dos programas de construção de moradias. O governo quer privilegiar obras em mutirão e financiamentos diretos a mutuários. As empreiteiras também dizem que a construção de casas gera mais empregos que a indústria automobilística. A ministro do Planejamento, Yeda Crusius, disse ontem que o governo aceita negociar a redução dos impostos da construção civil. "Não recebi nenhuma proposta a respeito, mas estamos dispostos a discutir, se for para o benefício da população e combate à recessão", afirmou (O ESP) (FSP).