OS RESULTADOS DA CSN E DA PETROBRÁS

O presidente da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Sebastião Faria, informou ontem que a empresa registrou em 92 lucro de US$120 milhões, 287% maior que os US$31 milhões de 91. Segundo ele, o resultado permite à empresa programar para este ano investimentos de US$150 milhões, mesmo que não seja privatizada. A CSN tem leilão de privatização marcado para o dia cinco de abril. Apesar de a empresa ter registrado em 92 o segundo lucro consecutivo, após oito anos de prejuízos, Faria disse que é favorável à privatização. "As empresas estatais são muito suscetíveis a fatores políticos", afirmou. As vendas da CSN em 92 cresceram 20% em valor na comparação com o ano anterior, alcançando US$1,9 bilhão. Também em volume houve crescimento nas vendas, passando de 3,1 milhões de toneladas em 91 para 3,7 milhões em 92. No ano passado, a CSN bateu o recorde de exportações da siderurgia brasileira, realizando sozinha vendas no valor de US$725 milhões. Também a PETROBRÁS registrou, em 92, lucro líquido de US$56 milhões e pretende distribuir para seus acionistas dividendos de Cr$620,00 por ação. Em 91, a empresa deu um prejuízo equivalente a US$237 milhões, o único em toda a sua história. O lucro de 92 foi equivalente a 0,5% do patrimônio líquido da empresa no final do exercício, de US$12,19 bilhões. Um dos fatores para o pequeno lucro do ano passado foi o mau desempenho das subsidiárias da PETROBRÁS. No conjunto, elas deram prejuízo de US$229 milhões, enquanto a PETROBRÁS obteve lucro de US$285 milhões. O faturamento bruto foi de US$15,8 bilhões (FSP).