LINHA DURA VOLTA AO COMANDO DA FEBEM DE SP

O governo do Estado de São Paulo decidiu colocar no comando da FEBEM (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor) ex-dirigentes da instituição considerados "duros" no tratamento aos infratores. Para entidades de defesa da criança, é a volta à "linha dura". Os sinais de que a FEBEM regrediu à política que imperou ali até o início do governo Montoro são: a nomeação para cargos de comando de diretores afastados em gestões anteriores; a construção de minipresídios e o discurso da delegada Rosmary Corrêa, secretária da Criança, Família e Bem-Estar Social. Rosmary diz que as diretrizes da secretaria pregam o cumprimento do Estatuto da Criança e priorizam os planos sócio-educativos. Para ela, um dos maiores problemas na FEBEM era a falta de disciplina. "Nem liberal demais, nem repressão demais. O que precisa existir é disciplina". Entidades de defesa da criança criticam as nomeações feitas pelo presidente Joaquim Pedro de Souza Campos, no cargo há um mês. Campos nomeou pelo menos quatro ex-diretores que haviam sido afastados nas gestões de Maria Cecília Ziliotto e Maria Ignês Bierrenbach na FEBEM, entre 84 e 86. Os diretores afastados na época foram considerados como coniventes com espancamentos (FSP).