Cerca de 3.500 pessoas em 52 países foram executadas sumária ou extrajudicialmente no ano passado. Cerca de 200 eram menores de idade. As informações foram divulgadas ontem, em Genebra, pela comissária de Direitos Humanos da ONU, Bacre Waly Ndiaye. "Ao contrário do que poderia parecer, o número de execuções aumentou nos últimos dez anos, já que a violação do direito à vida é uma constante em conflitos armados", disse. Pela primeira vez, a AIDS foi incluída entre os motivos de execução, já que essa foi a causa da morte, em Miamar (antiga Birmânia), de 25 prostitutas deportadas dos bordéis da Tailândia: por estarem com o vírus, elas foram executadas com uma injeção de cianureto. Na América Latina, entre os países citados no relatório, a Colômbia encabeça a lista, com 215 assassinatos. Depois vem a Guatemala, com algo entre 186 e 388 execuções. Seguem a lista: Peru, com 198 execuções; Brasil, com 149; Haiti, com 140; El Salvador, com 11, e Cuba e Honduras, com três, cada (O Globo).