Ninguém foi indiciado no inquérito da Polícia Civil de São Paulo sobre o massacre na Casa de Detenção em outubro de 1992. O relatório final do inquérito, divulgado ontem pelo diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Cláudio Gobbetti, não aponta culpados pela morte dos 111 presos, mas registra excessos por parte da Polícia Militar e responsabiliza o coronel Ubiratan Guimarães pela ordem de invasão do presídio. No inquérito, o tenente-coronel Édson Faroro é acusado de abuso de autoridade, por ter obrigado os presos a carregarem, nus, os corpos dos companheiros mortos durante o massacre; e o ex-diretor do presídio, José Ismael Pedrosa, é acusado de omissão. O ex-secretário de Segurança Pública, Pedro Franco de Campos, não foi responsabilizado. O inquérito da Polícia Civil deixou para o Ministério Público a decisão de denunciar os responsáveis pelo massacre (O Globo).