UNIÃO NEGOCIA US$5 BILHÕES COM CREDORES

Boa parte do passivo representado por compromissos vencidos e não pagos da União com o setor privado foi renegociada nos últimos dois anos. O total da dívida repactuada já supera os US$5 bilhões, incluindo-se aqui US$3 bilhões de debêntures da SIDERBRÁS. Os restantes US$2,192 bilhões correspondem a dívidas vencidas junto a empreiteiras, bancos e até exportadores contratados originalmente por empresas estatais e autarquias federais que desapareceram e cujos compromissos foram assumidos pela União. São dívidas das antigas SIDERBRÁS, PORTOBRÁS, NUCLEBRÁS, do Banco Nacional de Crédito Cooperativo e da SUNAMAN que o Tesouro Nacional renegociou na base da securitização. Também envolvem ressarcimento do IPI aos exportadores e equalização de preços do açúcar e do álcool. Aquela dívida transformou-se em papel escritural e foi reescalonada pelo prazo de oito anos. Para a União, a troca foi vantajosa: o juro fixo é de 6% ao ano acima da variação do IGP-M. Aqueles papéis podem ser negociados no mercado secundário e oferece aos credores um atrativo a mais, já que podem ser usados como "moeda" no programa de privatização (GM).