MENOR DEPÕE E NEGA VERSÃO DE CURIÓ SOBRE ASSASSINATO

O menor L. X. S., de 14 anos, disse em depoimento na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) de Brasília (DF) que nem ele nem seu irmão, Laércio Xavier da Silva, de 17 anos, estavam armados quando receberam os tiros disparados pelo ex-deputado e ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI) Sebastião Curió, na madrugada do último dia dois. Ele foi ferido na mão e seu irmão morreu em consequência dos disparos. O garoto admitiu que ele e o irmão furtaram seis coelhos e, ao serem descobertos, fugiram da chácara onde moram, próxima à propriedade de Curió. "Quando voltamos para dormir, fomos recebidos a tiros", disse o menor. O menor também afirmou à polícia que os dois estavam sozinhos no local em que foram abordados pelo ex-deputado. Curió disse à polícia que atirou em legítima defesa "revidando os estampidos de tiros" em sua direção. A polícia, no entanto, não localizou qualquer arma com os dois menores. Curió havia dito que uma terceira pessoa estava no local e que esta sumiu. Diante das contradições, o delegado Admar Brandão, da 10a. DP, resolveu convocar novo depoimento de Curió. O delegado designou três agentes para, em 20 dias, levantar todos os detalhes do que houve antes, no momento e depois dos disparos dados pelo ex-agente do SNI. O delegado quer saber se Curió tinha o hábito de efetuar disparos nas imediações da chácara onde ocorreu o crime e se os menores haviam sido ameaçados anteriormente (FSP) (O ESP).