A aliança conservadora constituída pelo deputado Inocêncio de Oliveira (PFL-PE) para levá-lo à presidência da Câmara não ultrapassou o discurso de posse, na noite do último dia dois. Suas primeiras 24 horas de atuação foram criticadas por integrantes de todos os partidos. "O Inocêncio representa hoje a decepção", comentou o deputado Jarvis Gaidzinski (PL-SC), candidato impugnado à primeira secretaria e ex-aliado. No primeiro dia como presidente da Câmara, Inocêncio foi acusado de traição, de inabilidade política e incompetência para presidir as tumultuadas sessões plenárias. A nova Mesa da Câmara nos próximos dois anos é composta pelos seguintes deputados: Inocêncio de Oliveira (PFL-PE), presidente; Adylson Motta (PDS- RS), primeiro vice-presidente; Fernando Lyra (PDT-PE), segundo vice- presidente; Wilson Campos (PMDB-PE), primeiro secretário; Roberto Cardoso Alves (PTB-SP), segundo secretário; Aécio Neves (PSDB-MG), terceiro secretário; B. Sá (PP-PI), quarto secretário; Edmar Moreira (PRN-MG), primeiro suplente; Francisco Coelho (PDC-MA), segundo suplente; Nelson Bornier (PL-RJ), terceiro suplente; e Alcides Modesto (PT-BA), quarto suplente. Caberá ao primeiro secretário, Wilson Campos (PMDB-PE), controlar todo o setor administrativo da Casa. Salários de deputados, criação de novos cargos, controle dos carros oficiais e administração de 8.200 funcionários (cinco mil deles nos gabinetes dos deputados) são algumas das tarefas que cabem ao primeiro secretário (JB).