O delegado Admar Brandão, da 10a. Delegacia de Polícia de Brasília (DF), anunciou ontem que somente após conhecer os laudos do Instituto Médico Legal e da Polícia Técnica poderá definir o rumo das investigações sobre a morte do menor Laércio Xavier da Silva, de 17 anos, com um tiro de revólver calibre 45 disparado pelo ex-deputado federal e ex-agente do Serviço Nacional de Informações (SNI) Sebastião Curió. No IML, a perícia preliminar feita no corpo do menor constatou que o projétil perfurou o rim esquerdo, saindo pela barriga. Para um especialista do IML, muito provavelmente o rapaz estava agachado e de costas quando foi alvejado. Essa versão, no entanto, somente poderá ser confirmada após a divulgação do resultado da necrópsia. A polícia ainda não localizou a arma que poderia estar em poder dos menores-- Curió disse que chegou na chácara e foi recebido a tiros. "Esta versão não tem comprovação", disse o delegado. O Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, com sede em Brasília, encaminhou ao Ministério da Justiça documento protestando contra o assassinato do menor. No documento, o Movimento exige "medidas enérgicas para uma profunda apuração dos fatos que resultaram no assassinato, manifestação pública do ministro da Justiça, Maurício Corrêa, e o acompanhamento do caso pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana para que a verdade prevaleça e a justiça seja feita" (JB).