GOVERNO CRIA "DÍVIDA LÍQUIDA"

O Ministério da Fazenda, a Secretaria do Planejamento e o Banco Central criaram um novo conceito para medir o déficit público, já rotulado de dívida líquida do setor público. O novo método de cálculo do déficit começou a ser elaborado em outubro último. Segundo as informações, "em essência, a dívida líquida do setor público pretende medir os ativos mantidos pelo governo, como os estoques reguladores (carne, arroz, leite, trigo), os empréstimos do Banco do Brasil ao setor privado e as instituições financeiras, empresas estatais, autarquias e municípios. Também são incluídos como ativos os créditos que o BC mantém junto a instituições financeiras sob liquidação extrajudicial". O conceito de endividamento externo para efeito do cálculo da dívida
722 líquida do setor público é o somatório das dívidas registradas e não
722 registradas (crédito comercial) do setor público não financeiro,
722 deduzidos os depósitos em moeda estrangeira e os rendimentos auferidos
722 pelas aplicações cambiais. Para evitar os efeitos inflacionários, os
722 técnicos do governo elaboraram uma série histórica a partir de 1981 em
722 dólar, convertido à taxa de último dia de cada ano, sem, porém, dar um
722 tratamento específico à maxidesvalorização cambial de 1983 (GM).