O presidente Itamar Franco adiou por um mês a decisão sobre um órgão de inteligência que seria criado para suceder o extinto SNI (Serviço Nacional de Informações). Ao protelar o envio ao Congresso Nacional do projeto sobre o assunto, Itamar procurou minimizar as resistências à sugestão do ministro do Exército, general Zenildo Zoroastro, que pretendia adotar. A proposta, debatida com o Alto Comando das Forças Armadas, praticamente ressuscitaria o extinto SNI. Nem os líderes do governo no Congresso entenderam a atitude favorável de Itamar em relação ao projeto do Exército, que recebeu ainda críticas de parlamentares (O ESP).