Se o ex-presidente Fernando Collor de Mello e seu irmão Pedro fossem candidatos a deputado federal por São Paulo em 1994 poderiam se eleger apenas com os votos da capital do estado. Na última semana de janeiro, 5% dos paulistanos ouvidos pelo "DataFolha" disseram que votariam no ex- presidente, submetido a um processo de Impeachment". O pivô da crise, seu irmão Pedro, receberia o voto certo de 7% dos paulistanos. Foram entrevistadas 1.079 pessoas na capital paulista. O advogado José Guilherme Vilella abandonou a defesa do ex-presidente Collor. "Não tenho mais nenhum compromisso", declarou. O advogado não quis revelar o motivo da desistência, mas também não desmentiu a especulação de que não recebeu os honorários. A defesa de Collor no STF (Supremo Tribunal Federal) fica agora só com Evaristo de Morais Filho. O processo por crime comum está parado no STF porque Paulo César Farias, o PC, ainda não foi citado. A citação foi devolvida pela Justiça de Alagoas. Somente após a citação de todos os envolvidos, começará a correr o prazo de 15 dias para apresentação de defesa prévia. Em Maceió (AL), o empresário Paulo César Farias foi indiciado pela Polícia Federal em 10 inquéritos, sob a acusação de crimes de falsidade ideológica, emissão de notas fiscais frias, co-autoria em corrupção ativa e concussão (extorsão ou peculato), exploração de prestígio e evasão de divisas. PC prestou depoimento em 14 dos 16 inquéritos que apuram irregularidades atribuídas a ele e negou todas as acusações (FSP).