PLEBISCITO MOBILIZA AS CENTRAIS SINDICAIS

A opção pelo parlamentarismo ou a manutenção do presidencialismo, questão que será defidida no plebiscito de 21 de abril, está mobilizando o movimento sindical brasileiro. Indiferentes aos argumentos de que sindicatos não devem fazer opções eleitorais ou partidárias, as três centrais sindicais começam a esboçar o rumo que vão escolher e a melhor maneira de dizer aos trabalhadores se devem votar pela permanência de um presidente no Palácio do Planalto ou pela instituição da figura do primeiro-ministro que de fato governaria o país. Liderada por Luiz Antônio de Medeiros, a Força Sindical é a única central que já sabe que sistema de governo prefere: o parlamentarismo. As duas outras, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), ainda vão fazer congressos no final de março para decidir que posição vão defender no plebiscito. Antes disso, no entanto, as centrais já estão fazendo debates sobre o tema e procurando esclarecer os trabalhadores sobre o que é Monarquia, República, parlamentarismo e presidencialismo. Como a Força Sindical é a única que já tem posição tomada, seu presidente, Luiz Antônio de Medeiro, está em campanha e até faz parte da Frente Parlamentarista Ulysses Guimarães. Com trê milhões de trabalhadores e 400 sindicatos filiados, a central tem posições definidas sober o tipo de parlamentarismo que deve ser adotado no Brasil: com voto distrital misto, fidelidade partidária e possibilidade de dissolução do Congresso Nacional. A Força Sindical está ainda imprimindo material de propaganda e pretende ser a primeira a fazer uma doação financeira à Frente Parlamentarista, tão logo seja regulamentado o fundo da campanha para o plebiscito. Os presidentes da CUT, Jair Meneguelli, e da CGT, Francisco Canindé Pegado, também já se manifestaram pessoalmente favoráveis ao parlamentarismo, mas aguardam a definição das respectivas entidades para entrar na campanha (O Globo).