Ao montar uma estratégia para se defender da acusação de mandar matar cinco pessoas que ocuparam um terreno de sua propriedade em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro (capital), o vice-diretor do Departamento Jurídico do Banco do Brasil, advogado Ronaldo Esposel, de 51 anos, acabou se complicando ainda mais. Indiciado anteontem, ele tomou a iniciativa de apresentar ontem à polícia seus quatro seguranças. Eles acabaram caindo em contradições ao ser interrogados e, como o patrão, foram indiciados. Nenhum deles está preso, porém, pois não houve flagrante. Apesar de ter sido indiciado, Esposel nega que tenha sido o mandante da chacina. Os seguranças Flávio Henrique Gomes de Almeida, de 21 anos; Roberto Pereira da Costa, de 37; Eufrásio Gomes Júnior, de 34; e outro identificado como Carlos, confessaram ter recebido Cr$250 mil cada um "para dar um susto no pessoal", mas também negaram que tenham cometido a chacina. A Superintendência Estadual do BB no Rio de Janeiro divulgou nota ontem negando que Esposel seja vice-diretor do Departamento Jurídico do banco. Segundo o BB, o advogado é chefe-adjunto da Assessoria Jurídica Regional, e que "trabalha há 29 anos na casa com competência e comportamento exemplar" (O ESP) (JB).