O Departamento de Comércio dos EUA decidiu ontem impor uma sobretaxa ao aço que é importado do Brasil e outros 18 países. O argumento é de que empresas como a USIMINAS, COSIPA e CSN vinham vendendo o produto a preços abaixo do mercado ("dumping"). As taxas variam de 8,47% a 109% e afetam as exportações dessas empresas, que somaram quase US$150 milhões em 1992. Todos os produtos brasileiros atingidos pelas medidas de ontem já haviam sido alvos de sobretaxas preliminares em novembro passado, em outro processo em que são acusados de se beneficiarem de subsídios governamentais. A regra do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) impede a soma de sobretaxas aplicadas a um mesmo produto e por isso irão prevalecer as taxas mais altas, impostas ontem. Como as anteriores, as novas sobretaxas também são provisórias e sua confirmação depende de decisão que será tomada pelo Departamento do Comércio em junho. A nova taxação do governo norte-americano recai sobre um terço das exportações de aço brasileiro para os EUA, que no ano passado totalizaram US$450 milhões. Tanto o IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia) quanto as próprias empresas atingidas estão com advogados nos EUA para defenderem a indústria siderúrgica brasileira, pois as taxações foram adotadas de forma unilateral (JB) (O Globo).