A balança comercial brasileira registrou em 1992 um saldo de US$15,665 bilhões, resultado 48,08% maior que o de 1991, que foi de US$10,5 bilhões. No ano passado, as exportações bateram o recorde e chegaram a US$36,207 bilhões. As importações caíram para US$20,542 bilhões, 2,37% menos do que em 91. No mês de dezembro, o país apurou um saldo de US$1,332 bilhão na balança comercial (exportações de US$3,509 bilhões e importações de US$2,177 bilhões). O Brasil atingiu também o recorde histórico para a exportação de produtos manufaturados: US$21,6 bilhões. Os itens com maiores índices de crescimento foram calçados (US$1,4 bilhão), material de transporte, móveis e carnes. O maior volume de exportações em 92 foi para a CEE (Comunidade Econômica Européia), com US$10,7 bilhões. Os países da ALADI (Associação Latino- Americana de Desenvolvimento e Integração) compraram US$7,6 bilhões. Os EUA e Porto Rico importaram US$7,1 bilhões em produtos brasileiros e os países da Ásia mais US$5,6 bilhões. O mercado argentino teve peso significativo. Para lá foram exportados US$3,069 bilhões em 92, com destaque para automóveis (53,88% das exportações). Em 91, as exportações para a Argentina somaram US$1,476 bilhão. Crescimento, portanto, de 107,95%. Os dados foram divulgados ontem pelo ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo, José Eduardo Andrade Vieira. A relação entre o comércio exterior (importações mais exportações) brasileiro e o PIB (Produto Interno Bruto) chegou a 13% no ano passado, inferior à média de 15% dos países da ALADI. Apesar de terem atingido nível recorde, as exportações foram equivalentes a 8,5% do PIB, depois de terem chegado a 13,5% em 1984, e as importações corresponderam a 4,8% do PIB (GM) (FSP).