O líder do governo na Câmara dos Deputados, Roberto Freire (PPS-PE), defendeu ontem a revogação da expulsão do padre italiano Vito Miracapillo, determinada no governo do general Figueiredo. Segundo Freire, a medida seria coerente com o governo Itamar Franco e representaria "um desagravo a uma injustiça". O pedido de revogação da expulsão foi encaminhado no último dia 22 ao ministro da Justiça, Maurício Corrêa, pelos deputados Fernando Lyra (PDT- PE) e Sigmaringa Seixas (PSDB-DF). Os dois atenderam a sugestão do bispo Acácio Rodrigues Alves, de Ribeirão (PE), ao qual o padre era subordinado. Ao ministro-- que na época da expulsão, outubro de 1980, era presidente da OAB-DF e impetrou habeas-corpus requerendo a suspensão da medida-- caberá elaborar parecer sobre o caso. Hoje com 45 anos e morando na Itália, padre Vito foi expulso com base no então recém-criado Estatuto do Estrangeiro, por ter-se recusado a celebrar missa de ação de graças no 7 de Setembro. O padre justificava a recusa dizendo que o Brasil ainda não estava independente (JB).