O secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Gilmar Carneiro, criticou ontem, em São Paulo, a futura ministra-chefe da Secretaria de Administração Federal (SAF), Luiza Erundina, que já adiantou ser contra a estabilidade no emprego para os servidores federais. Ela já entrou falando bobagem. Está fazendo a política de negação no
72034 lugar de adotar um discurso construtivo. A CUT defende a estabilidade para os servidores. Para Carneiro, Erundina deveria lutar pela valorização salarial dos funcionários e combater outras questões. Para o dirigente da CUT, Erundina repete a mesma política do ex-presidente Fernando Collor, que, no seu entender, tentou jogar a opinião pública contra os servidores. Em Brasília, o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal (Sindisep), Luís Fernando Acampis, disse que antes de se preocupar com a estabilidade do funcionalismo, Erundina deveria procurar saber o quanto o governo gasta com empresas locadoras de mão-de-obra e firmas de consultoria para execução de serviços que poderiam "muito bem ser feitos pelos servidores". Segundo ele, o governo gasta mensalmente fortunas contratando mão-de-obra e serviços, enquanto paga apenas o mínimo para mais de 30% dos 1,1 milhão de servidores (FSP) (JB).