CHEFE DE GABINETE DA CNEN FOI DO SNI

O extinto SNI (Serviço Nacional de Informações) volta a ter um expoente na estrutura de comando da área nuclear. Flávio Duarte, que vem subindo na área de informações há 16 anos, foi nomeado chefe de gabinete da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear). Apontado até por ministro militares como o mais poderoso dos "arapongas", ele era assessor especial da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos) e dava expediente no Palácio do Planalto. Considerado um agente duro, do tipo que não se conforma com o fim do SNI, ele começou a escalar postos no governo Figueiredo. Como chefe de gabinete de Pedro Paulo Leoni Ramos na SAE, no governo Collor, Duarte controlava o acesso às instalações mais fechadas do sistema de informações. Seu espaço só foi reduzido quando Mário César Flores assumiu a SAE, no governo Itamar: o ex-ministro da Marinha nunca teve afinidade com Duarte e conhece bem a área. Para oficiais militares, a nomeação afastou Duarte do Planalto e deve limitar seu poder no governo (O ESP).