AGRICULTORES JEJUAM EM PROTESTO NO RIO GRANDE DO SUL

A partir de hoje, 200 agricultores em 100 localidades do Rio Grande do Sul iniciam quatro dias de jejum, como protesto contra a demora na implantação da reforma agrária. Há 1.433 famílias acampadas no estado a espera de assentamento e outras 3.100 já assentadas mas precisando de ajuda para sobreviver e produzir. Nos acampamentos dos sem-terra e em boa parte dos 86 assentamentos a situação é muito precária. As pessoas vivem em barracas de lona esfarrapada, quentes no verão e frias no inverno. Faltam alimentos, remédios e condições de higiene. A água para beber é pouca e há muitas doenças, principalmente em crianças. Este jejum é a expressão da fome de nossas famílias sem terra e é um
72008 grito para sensibilizar a consciência das autoridades governamentais. É
72008 mais um sacrifício que estamos fazendo em 10 regiões, já que a fome e a
72008 falta de vida digna estão nos acompanhando há muito tempo sem resposta
72008 concreta por parte dos governantes, diz nota distribuída pelo Movimento Nacional dos Sem-Terra (MST). "A fome só existe no país porque não há reforma agrária", disse Antoninho Mattes, da direção do MST (O Globo).