Dois meses depois do final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da VASP, documento obtido por este jornal comprova denúncias feitas na época: o relatório da comissão, que inocentou o ex-governador de São Paulo e presidente nacional do PMDB, Orestes Quércia, foi fruto de um conchavo político. O acerto está explícito em nota lida pelo deputado Carlos Albuquerque (PDC-BA) em reunião no dia três de setembro, na qual reconhecia textualmente ter havido dois dias antes um "acordo tácito" da maioria dos membros da comissão para que o sigilo bancário de Quércia e de Wagner Canhedo não fosse quebrado. Sem a verificação dessas contas bancárias, a CPI prosseguiu e acabou por considerar a privatização da VASP "perfeitamente normal" (O ESP).