A Polícia Militar do Estado de São Paulo alcançou seu recorde histórico em 1992: matou 1.359 pessoas, todas em supostas situações de resistência ou confronto com policiais. A média é de 3,7 mortos por dia, aproximadamente um a cada seis horas. Nesse total não estão incluídos os 111 detentos mortos no massacre da Casa de Detenção, em dois de outubro do ano passado. Com eles, o total sobe para 1.470 (média de quatro por dia). Sem contar o massacre do Carandiru, as mortes praticadas pela PM, nos dois primeiros anos do governo de Luiz Antônio Fleury (PMDB) é de 2.546 (1.171 foram no ano retrasado). Em dois anos, a PM de Fleury superou o número de mortes praticadas pela corporação ao longo dos mandatos de Franco Montoro (1.793 mortes). Ou ainda: as mortes no atual governo representam 71% do total acumulado ao longo dos oito anos de Quércia e Montoro, que foi de 3.509. A PM apertou menos o gatilho nos meses de novembro e dezembro. Matou em média, nesses dois meses, 47,5 pessoas, contra uma média de 126,4 nos 10 meses anteriores (FSP).