CONSELHO QUER EVITAR CORRIDA AO SAQUE DO FGTS

Para evitar uma corrida ao saque e estimular a permanência do dinheiro das contas inativas no FGTS, o representante dos trabalhadores no Conselho Curador do Fundo, Douglas Braga, sugeriu ao Conselho um alongamento do prazo de retirada. Uma das propostas prevê uma remuneração igual à da poupança ao trabalhador que não movimentar a conta durante pelo menos um ano. Se o trabalhador não mexer no dinheiro por dois anos, teria direito a uma carta de crédito de financiamento habitacional. Estudos feitos pela CEF indicam que, em maio deste ano, o volume de saques das contas inativas pode atingir US$2 bilhões. O problema é que o orçamento de 1993 prevê disponibilidade para saque de apenas US$700 milhões. O saldo das contas inativas soma hoje US$3,5 bilhões, o equivalente a 17,5% do patrimônio do Fundo, que corresponde a US$20 bilhões. O saldo no FGTS está distribuído em 60 milhões de contas inativas e em 20 milhões de contas ativas (O ESP).