O procurador da República José Roberto Santoro divulgou ontem relatório com base em processos da Secretaria de Coordenação dos Direitos Individuais e dos Interesses Difusos (Secodid) do Ministério Público Federal, referente ao extermínio de crianças no Brasil. Há processos sobre creches clandestinas em Ilhéus (BA), criadas para alimentar o tráfico de bebês, desaparecimento de crianças no Ceará, venda de crianças pobres para extração de órgãos na Baixada Fluminense (RJ), trabalho escravo em Redenção (PA) e no corte de cana-de-açúcar em Pernambuco e Alagoas. Há denúncias de irregularidades envolvendo a Fundação Centro Brasileiro para a Criança e Adolescente (FCBIA) em Amapá e Alagoas, que estão sendo investigadas pelas procuradorias dos respectivos estados. Não apenas o extermínio e a adoção internacional são expostos à
71890 intervenção direta do Ministério Público, mas também as ações
71890 criminosas que afetem coletivamente a criança, tais como sua exploração
71890 para a prostituição, alerta Santoro. Há denúncias graves envolvendo Amazonas, Minas Gerais e Maranhão (JB).