A morte de Edméia da Silva Euzébio, a "Mãe de Acari" executada com três tiros na cabeça no último dia 15, no Rio de Janeiro (capital), terá grande repercussão internacional. A afirmação é do diretor do Centro de Articulação das Populações Marginalizadas (CEAP), Ivanir dos Santos. Ele encontrou-se no último dia 17 com Vénance Journée, do Comitê de Solidariedade França-Brasil, que levou informações sobre o assassinato para a primeira-dama da França, Danielle Mitterrand. Ivanir espera, hoje ou amanhã, uma carta-aberta de Danielle, condenando a falta de empenho do governo brasileiro em resolver o caso. De acordo com Marilene Lins de Souza, integrante do grupo "Mães de Acari", Edméia foi morta por ter dado um depoimento em juízo no último dia seis, revelando tudo o que sabia sobre o sequestro e desaparecimento de 11 jovens, em 1990, entre eles seu filho, num sítio em Suruí, Magé (RJ). Ela me disse que ia abrir a boca, revelou Marilene. Entre os suspeitos de envolvimento na chacina reconhecidos por Edméia, estão cinco policiais militares do 9o. BPM (Rocha Miranda) e quatro civis da 39a. DP (Pavuna) (JB).