MULHERES SÃO 275 MIL A MAIS QUE HOMENS NO RIO DE JANEIRO

Em três anos (83, 84 e 85), a diferença relativa entre homens e mulheres não se alterou nos 14 municípios que compõem o Grande Rio, mantendo-se nos mesmos 48,5% de habitantes do sexo masculino e 51,5% do sexo feminino. Em números absolutos, as mulheres ampliaram, crescendo mais 11 mil, em três anos. Em 1983, havia 288.423 mulheres a mais no Grande Rio; em 1984, 297.366 e, em 1985, 299.733 a mais. Os números estão na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio) de 1985 que a FIBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou ontem. O Grande Rio tinha, em 1984, 9.956.210 habitantes, contra 10.194.119 habitantes em 1985. Destes, 5.615.149 são habitantes do município do Rio de Janeiro. O segundo maior município do Grande Rio e do Estado, conforme a PNAD, é Nova Iguaçu, com 1.324.639 habitantes, seguido por São Gonçalo (731.061), Duque de Caxias (666.128), São João de Meriti (459.103) e Niterói (422.706). O menor dos 14 municípios do Grande Rio é Mangaratiba, com 15.026 habitantes, superada por Paracambi (32.914) e Maricá (37.944). A PEA (População Economicamente Ativa) da região metropolitana do Rio de Janeiro cresceu de 2.660.446 pessoas, em 1984, para 2.782.310, em 1985 (4,6%). Conforme a pesquisa, dos mais de 10 milhões de habitantes da região, 29,5% tinham menos de 15 anos em setembro (mês de referência para a pesquisa) de 1985 (34,4% da população do país tinha menos de 15 anos na mesma época) e 87% das pessoas com mais de cinco anos estavam alfabetizadas, o que corresponde a 80,3% do total de habitantes (a média de alfabetização das regiões metropolitanas pesquisadas pela FIBGE é de 73,4%, ou seja, dos habitantes das grandes cidades do país, 26,6% ainda não sabe ler). Em termos de atividade econômica, a PEA do Grande Rio em 1985 era composta por 4.384.676 pessoas (63,5% de homens e 36,5% de mulheres) contra outras 3.734.130 não-economicamente ativas. De 1984 a 1985, o número de funcionários públicos no Grande Rio cresceu de 294.841 para 300.052 (1,8%). Dos mais de 10 milhões de habitantes do Grande Rio, 76,8% trabalhavam como empregados em 1985, enquanto 3,8% eram empregados e 18,4% trabalhavam por conta própria. Da massa empregada, 66% tinha carteira de trabalho assinada e 34% trabalhava sem carteira. Da PEA, em 1985, 24,1% recebiam até um salário mínimo por mês; 36,2% entre um e três salários; 14,4% entre três e cinco salários; 10,9% entre cinco e 10 salários; e 8% acima de 10 salários mínimos. Em número de domicílios, o Grande Rio cresceu de 2.578.592 em 1984 para 2.704.583 em 1985, dos quais 633.336 têm quatro cômodos; 408.285 têm seis; e 75.753 têm apenas um cômodo. A maioria dos domicílios tem um dormitório (1.020.958) ou dois dormitórios (1.246.130). Com quatro dormitórios ou mais, há apenas 54.803 domicílios no Grande Rio. Ainda do total de domicílios, cerca de 370 mil têm abastecimento de água, 360 mil queimam ou enterram o lixo em terrenos baldios. A luz elétrica não chega a 43.986 domicílios. Do total de 2.704.583 domicílios do Grande Rio, a pesquisa de 1985 descobriu que 1.810.605 são casas e 779.347 são apartamentos. Em 809.297 domicílios não há filtro de água, em 290.496 não há geladeira e em 37.227 não há fogão (JB).