O governo já se prepara para cortar gastos no caso de o Congresso Nacional não aprovar o IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira). O ministro do Planejamento e Fazenda, Paulo Haddad, avisa que sem o IPMF o ajuste fica "capenga". Com isso, o governo vai perder US$7 bilhões e terá que cortar transferências para estados e municípios. Os cortes afetariam transferências na área social, como programas de saneamento. "Não se trata de uma ameaça, mas de uma necessidade em função da falta de recursos", observa. O ministro afirmou, ainda, que, o primeiro semestre de 93 será destinado à "arrumação" das contas públicas. A partir de julho, espera já iniciar um processo de alongamento da dívida pública, colocando no mercado títulos com vencimento mais longo (FSP).