O Brasil, segundo o ministro das Relações Exteriores, Fernando Henrique Cardoso, está pronto a ampliar o diálogo e a cooperação com a administração Bill Clinton (novo presidente dos EUA) com base em valores e objetivos comuns. A não-proliferação nuclear, o respeito aos direitos humanos, o combate às drogas e a conclusão da Rodada Uruguai do GATT são alguns dos tópicos que o chanceler enumerou numa conversa em dezembro com o presidente do Partido Democrata e secretário de Comércio do próximo governo, Ron Brown. O embaixador do Brasil em Washington, Rubens Ricupero, disse na semana passada que a coincidência da troca quase simultânea de governos nos dois países oferece uma oportunidade única para fazer um balanço do relacionamento, superar estereótipos e aprofundar o diálogo. Os gestos de interesse que Clinton fez em relação à América Latina, na fase de transição, abrem espaço para uma eventual retomada de parte do espaço político que o Brasil já ocupou em Washington e perdeu nos últimos anos. Contudo, os riscos de acidentes estão no horizonte e, segundo alguns observadores, podem se manifestar nas primeiras semanas do novo governo. Os EUA reivindicam a aprovação da legislação protetora da propriedade industrial (leis de marcas e patentes), que tramita no Congresso Nacional brasileiro (O ESP).