A Frente Ulysses Guimarães está dividida na discussão sobre o tipo de parlamentarismo ideal para o país. O grupo que vai conduzir a campanha parlamentarista ao plebiscito de 21 de abril não chegou a um consenso a respeito da melhor maneira para, na hipótese de o sistema que defendem ser vitorioso, se escolher o presidente, que vai dividir o poder com o primeiro-ministro. Há quem defenda a eleição direta e quem prefira a indireta. Para driblar as diferenças internas, o modelo que o movimento vai registrar no Congresso Nacional prevê que o tema será objeto de uma legislação específica, a ser aprovada por deputados e senadores somente depois do plebiscito. Os parlamentaristas concordam apenas que a figura do vice-presidente deve ser extinta e que precisa ser aberta a possibilidade de reeleição do presidente, hipótese vetada pelas leis em vigor (O ESP).