PESQUISA SOBRE PENA DE MORTE EM SP

Sete entre cada 10 paulistanos são favoráveis à adoção da pena de morte no país. A indicação consta de pesquisa feita pelo InformEstado" junto a 400 pessoas na capital paulista. O levantamento se defrontou com um dado surpreendente: dos católicos entrevistados, 74% defendem a execução de criminosos para conter a violência. A quase totalidade dos 30% que são contra teme que erros judiciais levem à execução de inocentes. Para a socióloga Célia Belém, gerente do InformEstado", os números refletem forte influência emocional da população frente a crimes bárbaros ocorridos recentemente. Também revela descrédito na Polícia e na Justiça. A crença manifestada por 70% dos paulistanos de que a pena de morte seja a solução para reduzir a criminalidade no país, contratas fortemente com a experiência prática dos países que adotam ou adotaram a pena capital. Estudos e dados estatísticos mostram que a pena de morte é inócua como forma de combate à violência. Pior: em muitos casos, a adoção da pena capital vem acompanhada do aumento da criminalidade. Entre os presos que estão no corredor da morte nas cadeias norte- americanas à espera da aplicação da pena capital há uma brasileira. É Maria Isa, acusada de matar a filha Palestina, de 17 anos, em dezembro de 1989 na cidade de Saint Louis, no Estado de Missouri. O marido de Maria, o palestino Zein Isa, também foi condenado à pena máxima (O ESP).