A greve de advertência promovida ontem por quase 35 mil portuários em todo o país provocou o adiamento da votação do projeto de modernização dos portos no Senado. Ele só volta a ser apreciado no próximo dia 19. O adiamento da votação foi solicitado pelos líderes Humberto Lucena (PMDB) e Mário Covas (PSDB). "Fizemos uma greve política para tentar uma nova negociação que inclua o contrato coletivo de trabalho nos portos", disse o presidente da Federação Nacional dos Portuários, Mário Teixeira. Com o adiamento da votação, Covas e Lucena pretendem costurar um acordo atendendo à reivindicação dos portuários, que querem substituir o órgão gestor da mão-de-obra pelo contrato coletivo de trabalho. De acordo com o projeto aprovado na Câmara, este órgão gestor, sob o controle das empresas operadoras, passa a gerir o fornecimento da mão-de- obra portuária, acabando com o atual monopólio dos sindicatos do setor (FSP).