O governo brasileiro fez uma contrapartida à Argentina em relação às modificações no protocolo do setor automotriz. Segundo o secretário de Comércio Exterior do Itamaraty, Renato Marques, a posição brasileira vai ao encontro das aspirações dos argentinos (que desejam a penalização do país que não estiver cumprindo a cláusula do equilíbrio no intercâmbio de veículos), mas incorpora um mínimo de flexibilidade. Marques não quis detalhar a posição brasileira porque ainda não conhece a reação da Argentina. Ele também informou que foram apresentados mais de 100 programas de empresas de autopeças dos dois países, dos quais metade foi aprovada. Os demais programas não foram considerados compatíveis com o protocolo do setor automotriz (protocolo 21). As empresas terão de fazer um ajuste para terem seus programas considerados pelos dois governos, afirmou. Também ficou decidido na reunião, que o Brasil aceitou estender até o final deste ano, o prazo para que a Argentina exporte cerca de 25 mil veículos de sua cota não utilizada no ano passado, por problemas de suprimento, uma vez que houve um aquecimento da demanda no mercado argentino (GM).