O Senado Federal ameaça enterrar a proposta de ajuste fiscal do governo, cujas chances são praticamente nulas também na Câmara dos Deputados. A bancada de senadores do PMDB, reunida ontem, concluiu que é impossível votar o projeto, por duas razões básicas: o fato de os novos impostos não serem contados no cálculo dos 18% de receita destinados à educação e a proposta do fim da anualidade, que ameaça, segundo os peemedebistas, criar um "monstro fiscal" sem controle. A idéia de utilizar parte das reservas cambiais-- cerca de US$4 bilhões-- em programas emergenciais, apresentada pelo deputado Delfim Netto (PDS-SP), tem sido citada no Congresso como alternativa contra o ajuste. O presidente Itamar Franco quer que sua equipe econômica estude detalhadamente a proposta de Delfim (O ESP).