O Brasil irá ao GATT contra os EUA, ainda que sozinho. A afirmação foi feita ontem pelo ministro das Relações Exteriores, Fernando Henrique Cardoso, ao comentar os efeitos das sobretaxas impostas pelos EUA às exportações siderúrgicas da ACESITA, COSIPA, CSN, USIMINAS, Mannesmann, A>OMINAS, Pérsico Pizzamiglio e Villares. O Itamaraty pediu aos empresários mais informações sobre os critérios, considerados discriminatórios, nas ações contra o Brasil. O governo quer ampliar a sua base de informação e, para isso, se valerá também dos trabalhos dos três escritórios norte-americanos de advocacia contratados pelas empresas brasileiras. O Brasil deixará de exportar US$400 milhões se forem impostas sobretaxas definitivas sobre vários tipos de aço. O país exportou, em 1992, 11,8 milhões de toneladas de aço, no valor de US$3,5 bilhões, dos quais 13% para o mercado norte-americano. O governo tem até o dia 25 para decidir que tipo de ação adotará contra as sobretaxas. Nessa data, começa em Genebra a reunião do GATT que discutirá as questões relativas a subsídios e medidas compensatórias. O governo norte-americano decidirá nesse dia se confirma as determinações preliminares para as sobretaxas (GM).