EUA BOMBARDEIAM SUL DO IRAQUE

Aviões dos EUA, Grã-Bretanha e França bombardearam ontem, por três horas, quatro bases militares no sul do Iraque. A ofensiva foi uma represália às incursões iraquianas em território do Kuwait, com o objetivo de recuperar armas deixadas na Guerra do Golfo. Em Bagdá, Saddam Hussein prometeu uma "nova guerra santa". O presidente iraquiano convocou a população a "combater como lutou antes contra os inimigos de Deus". O ataque ocorreu uma semana antes do fim da gestão de George Bush como presidente dos EUA e três dias antes do aniversário do início da Guerra do Golfo. O representante iraquiano na ONU anunciou que seu governo não voltará a investir contra o território do emirado e autorizou a aterrissagem de aviões com inspetores da Organização. Segundo os EUA, o Iraque efetuou poucos disparos de armas antiaéreas e todos os aviões-- cerca de 100-- retornaram salvo às suas bases. Em nota divulgada pelo Itamaraty, o governo brasileiro reafirmou seu respeito às resoluções do Conselho de Segurança da ONU e manifestou preocupação com as informações sobre "uma série de incidentes que implicam violação, por parte do Iraque, de resoluções mandatórias do Conselho de Segurança sobre a situação no Golfo e põem em risco a paz e a segurança internacionais". Segundo a nota, "o governo do Brasil espera que cesse prontamente a desobediência do Iraque às decisões da ONU e que se encontre uma solução pacífica" (FSP) (JB) (O Globo).