Os empresários paulistas receberam com satisfação os aumentos que o CIP (Conselho Interministerial de Preços) começou a liberar ontem, "pois o governo cumpriu o que prometeu", disse o presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato. O empresário considerou o realinhamento setorial "um balão de oxigênio que nos permitirá respirar por mais algum tempo" e afirmou que agora é possível negociar uma trégua de 120 dias para a economia: "a trégua é uma necessidade e os empresários estão dispostos ao sacrifício, pois pedem um aumento de preços e só recebem um terço ou a metade. Sabemos, no entanto, que temos que caminhar para uma inflação administrada e vamos recorrer ao CIP de forma mais organizada, pois trégua não implica congelar totalmente os preços" (O Globo).