PRESIDENCIALISTAS QUEREM MUDAR CÉDULA

Uma articulação liderada pelo presidencialista Marco Maciel (senador pelo PFL-PE) tenta modificar no Senado o projeto de regulamentação do plebiscito de 21 de abril, aprovado anteontem na Câmara. O senador vai propor que a atribuição de elaborar a cédula seja transferida para a Justiça eleitoral. O principal argumento dos presidencialistas é o de que a cédula favorece a opção do eleitor pelo parlamentarismo. Motivo: o espaço da cédula dedicado ao parlamentarismo inclui as opções pela forma republicana ou monárquica. Como não existe a hipótese de presidencialismo monárquico, o eleitor que desejar optar pela manutenção do sistema presidencialista só terá um quadro para marcar o seu "X". Acredita-se que o excesso de alternativas parlamentaristas corresponde a uma indução indireta do eleitor. O presidente do PMDB, Orestes Quércia, anunciou ontem que lançará até o final do mês a frente presidencialista em São Paulo. "Precisamos começar a agir", disse. Os presidencialistas avaliam que seus adversários estão adiantados na organização da frente que fará a campanha para o plebiscito. Os parlamentaristas, por sua vez, marcaram já para o próximo dia 20 o lançamento da campanha, em Brasília (DF), com a presença de governadores, prefeitos, empresários, ministros e lideranças sindicais. No dia seguinte a Frente Parlamentarista Ulysses Guimarães inicia a campanha nos estados (FSP).