Em decisão inédita, os líderes dos partidos no Senado Federal decidiram ontem que os senadores abrirão mão de propor emendas ao ajuste fiscal. As alterações serão apresentadas durante a negociação do projeto na Câmara dos Deputados. A idéia é evitar novas emendas na fase de discussão no Senado, o que obrigaria o retorno do projeto à Câmara e dificultaria sua aprovação até 10 de fevereiro, quando se encerra o período de convocação extraordinária do Congresso Nacional. O presidente do Senado, Mauro Benevides (PMDB-CE), explicou, no entanto, que o acordo não tem garantias de que será respeitado, porque não há dispositivo que impeça um parlamentar de apresentar emenda a projetos que constem da ordem do dia (JB).